Carregando...

Câncer de mama: tipos, causas e opções de tratamento

Em resumo

  • Câncer de mama é mais comum em mulheres após os 45 anos, mas pode afetar qualquer pessoa; risco é 2 a 3 vezes maior com histórico familiar.
  • Sintomas iniciais incluem caroço na mama ou axila, alterações no mamilo e mudanças na forma da mama; detecção precoce melhora prognóstico significativamente.
  • Tratamento varia entre cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal e terapia alvo, dependendo do tipo e estágio do câncer.
  • Atividade física regular, evitar álcool excessivo e acompanhamento médico com mamografia reduzem risco e permitem detecção precoce.

O câncer de mama surge quando células do tecido mamário começam a se multiplicar de forma descontrolada. A doença pode afetar tanto homens quanto mulheres, embora seja significativamente mais comum nas mulheres. Quando identificado nos estágios iniciais, as chances de cura são maiores, razão pela qual o acompanhamento regular é fundamental.

Quem pode desenvolver câncer de mama

Mulheres correm maior risco após os 45 anos, enquanto homens apresentam risco aumentado a partir dos 60 anos. No entanto, a doença também pode surgir em pessoas mais jovens, especialmente quando há histórico familiar de câncer de mama ou ovário. Pessoas com parentes de primeiro grau que tiveram câncer de mama (pai, mãe, irmã, irmão, filha ou filho) apresentam um risco 2 a 3 vezes maior de desenvolver a condição. Nestes casos, um teste genético pode identificar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, permitindo acompanhamento médico mais frequente e detecção precoce.

Sintomas e sinais de alerta

Nos estágios iniciais, o câncer de mama costuma causar poucos ou nenhum sintoma. As alterações mais comuns incluem mudanças no formato ou posição do mamilo, surgimento de um caroço na mama ou na axila, e modificações na forma da mama. De forma geral, o câncer de mama não provoca dor, principalmente nas fases iniciais do desenvolvimento, embora alguns tumores maiores possam causar desconforto.

Por essa razão, mulheres devem realizar acompanhamento regular com o ginecologista e, quando indicado, submeter-se ao rastreamento do câncer de mama por meio de mamografia. A detecção precoce aumenta significativamente as possibilidades de tratamento bem-sucedido. Qualquer alteração suspeita deve ser comunicada a um clínico geral, mastologista ou ginecologista para avaliação adequada.

Tipos de câncer de mama

O câncer de mama maligno caracteriza-se pela presença de um tumor formado por células que crescem descontroladamente e podem se espalhar para outras partes do corpo, processo chamado de metástase. A identificação do tipo específico é feita por meio de biópsia da mama e é essencial para indicar o tratamento mais apropriado.

Câncer triplo negativo

Esse subtipo ocorre quando as células tumorais não possuem três receptores importantes: estrogênio, progesterona e a proteína HER2. Como resultado, o tumor não é estimulado por hormônios nem por proteína específica. Este tipo de câncer costuma ser mais agressivo e crescer mais rapidamente. Embora possa ocorrer em qualquer idade, aparece com maior frequência em mulheres mais jovens.

Câncer receptor hormonal positivo

Neste subtipo, as células tumorais apresentam receptores que respondem à terapia com medicamentos hormonais, o que permite opções de tratamento direcionadas.

Fatores de risco e causas

O câncer de mama resulta de mutações nas células que passam a se multiplicar descontroladamente, impulsionadas por fatores genéticos e ambientais combinados.

Exposição prolongada ao estrogênio

A menarca precoce, quando a primeira menstruação ocorre antes dos 12 anos, aumenta o risco pelo maior tempo de exposição ao estrogênio ao longo da vida. Mulheres que têm primeira gestação após os 30 anos, ou que nunca engravidaram, também apresentam risco elevado. Na menopausa, aquelas que fazem terapia de reposição hormonal com estrogênio e progesterona por mais de 5 anos têm risco aumentado; o risco diminui quando a terapia é interrompida. Da mesma forma, menopausa tardia, após os 55 anos, aumenta a exposição ao estrogênio e eleva as chances de desenvolver câncer de mama. O uso de contraceptivos hormonais combinados também está associado a maior risco.

Estilo de vida e histórico médico

Falta de atividade física regular aumenta as chances de câncer de mama, especialmente por favorecer ganho de peso corporal e desenvolver mutações nas células. Consumo de bebidas alcoólicas ao longo da vida também eleva o risco. Radioterapia prévia na região do tórax, quando realizada em idade jovem para tratamento de outros cânceres ou linfoma de Hodgkin, constitui fator de risco. Mulheres que já tiveram câncer de mama apresentam risco maior de desenvolver a doença na outra mama. Alterações benignas na mama, como hiperplasia atípica, carcinoma lobular in situ e alta densidade mamária observada em mamografia, também aumentam o risco.

Fatores específicos em homens

Em homens, o uso de hormonioterapia com estrogênio para tratamento de câncer de próstata pode aumentar o risco de câncer de mama. Histórico de criptorquidia (descida incompleta dos testículos), inflamação testicular, remoção dos testículos, síndrome de Klinefelter e cirrose hepática também elevam as chances.

Como o diagnóstico é feito

Um clínico geral, ginecologista ou mastologista realiza o diagnóstico, geralmente solicitando exames de imagem como mamografia, ultrassom ou ressonância magnética. A biópsia da mama confirma o diagnóstico ao fornecer uma amostra de tecido para análise detalhada.

Estadiamento e classificação

Após o diagnóstico, o tumor é classificado de acordo com seu tamanho e extensão. Na classificação TNM, o T refere-se ao tamanho: T1 quando menor que 2 cm, T2 entre 2 e 5 cm, T3 maior que 5 cm, ou T4 quando há envolvimento da pele ou parede do tórax. O envolvimento de linfonodos (N) também é avaliado: N1 indica linfonodos axilares móveis afetados do mesmo lado do tumor, N2 quando estes linfonodos estão aderidos, e N3 quando outros linfonodos estão comprometidos. A classificação M1 é usada quando o câncer se espalhou para outras partes do corpo, como ossos, pulmões ou fígado.

Nos estágios iniciais, o câncer de mama é pequeno e não afeta outras regiões do corpo. Nos estágios mais avançados, o tumor pode se tornar difícil de ser operado devido ao seu tamanho e envolvimento de órgãos distantes, vasos e nervos.

Opções de tratamento

Cirurgia

A abordagem cirúrgica envolve a remoção do tumor, podendo necessitar a retirada completa da mama em alguns casos. A cirurgia frequentemente é combinada com radioterapia. É possível também realizar cirurgia plástica reconstrutora da mama, que oferece resultado estético com segurança oncológica.

Radioterapia e quimioterapia

A radioterapia utiliza radiação para destruir células cancerígenas, sendo indicada para reduzir o tamanho do tumor antes da remoção cirúrgica ou para eliminar células remanescentes após a cirurgia. A quimioterapia usa medicamentos capazes de eliminar ou bloquear o crescimento das células tumorais, normalmente administrada por 3 a 6 meses antes ou após a cirurgia.

Terapia hormonal

Medicamentos como tamoxifeno ou inibidores da aromatase (anastrozol, letrozol ou exemestano) impedem o crescimento de células tumorais em casos de câncer receptor hormonal positivo. Este tratamento geralmente é indicado após a remoção cirúrgica do tumor para reduzir o risco de recorrência.

Terapia alvo

Este tipo de tratamento utiliza medicamentos específicos para combater células tumorais em casos que apresentam receptores específicos. Alguns dos medicamentos utilizados incluem ribociclibe, abemaciclibe, trastuzumabe, pertuzumabe, bevacizumabe e nivolumabe.

Prognóstico e prevenção

O câncer de mama pode ser curado em muitos casos, principalmente quando identificado nos estágios iniciais, quando os tumores são pequenos e não afetam outros órgãos ou partes do corpo.

As principais medidas para reduzir o risco incluem manter atividade física regular, evitar consumo excessivo de bebidas alcoólicas, manter peso saudável, realizar acompanhamento médico regular com mamografia quando indicado e amamentar quando possível. Em casos de risco muito elevado, como quando há mutações em BRCA1 ou BRCA2, o uso de medicamentos como tamoxifeno ou inibidores da aromatase pode ser indicado, assim como a remoção preventiva da mama por meio de cirurgia.

Se você notar qualquer alteração em suas mamas ou axilas, consulte um profissional de saúde. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Perguntas frequentes

Câncer de mama tem cura?

Sim, o câncer de mama pode ser curado em muitos casos, principalmente quando identificado nos estágios iniciais, quando os tumores são pequenos e não afetam outros órgãos ou partes do corpo.

Qual é a idade de maior risco para câncer de mama?

Mulheres correm maior risco após os 45 anos, enquanto homens apresentam risco aumentado a partir dos 60 anos, embora a doença também possa surgir em pessoas mais jovens.

O câncer de mama provoca dor?

De forma geral, o câncer de mama não provoca dor, principalmente nas fases iniciais do desenvolvimento. No entanto, caso o tumor cresça muito, algumas mulheres podem sentir dor.

Written by
Carolina Wisnik

Carolina Wisnik é bióloga com foco em alimentos fermentados e remédios naturais, produzindo kombucha e kefir em casa há anos. Escreve sobre detox, saúde intestinal e a ciência por trás dos fermentados.