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Doomscrolling: como o consumo compulsivo de notícias afeta a saúde

Em resumo

  • Doomscrolling é o consumo compulsivo de notícias negativas que prejudica a saúde mental, física e social.
  • Ajustar configurações do dispositivo e estabelecer limites de tempo (20-25 minutos, duas vezes por dia) são estratégias eficazes.
  • Substituir a navegação por exercícios físicos e atividades ao ar livre reduz o estresse e interrompe o ciclo compulsivo.
  • Procure um médico ou psicólogo se não conseguir controlar o doomscrolling sozinho.

O doomscrolling é o ato de rolar compulsivamente a tela do celular ou computador para consumir conteúdos geralmente negativos, alarmantes ou desanimadores. Esse comportamento vai além de um simples hábito: a pessoa encontra dificuldade em interromper a navegação, perpetuando um ciclo de exposição contínua a informações perturbadoras.

Origem e popularidade do termo

O termo doomscrolling combina duas palavras em inglês. “Doom” significa perdição, condenação ou desgraça, enquanto “scrolling” refere-se ao ato de rolar a tela em smartphones ou computadores. Embora não exista uma tradução oficial em português, algumas pessoas usam “rolagem de perdição” ou “rolagem infinita” para descrever o fenômeno.

A palavra ganhou muita popularidade no início de 2020, durante a pandemia de COVID-19, quando as pessoas aumentaram o consumo de notícias alarmantes sobre a crise sanitária. Desde então, o termo se consolidou para descrever um padrão de comportamento que afeta milhões de pessoas.

Doomscrolling: como o consumo compulsivo de notícias afeta a saúde

Efeitos na saúde mental

O doomscrolling causa impactos significativos no equilíbrio emocional. O consumo contínuo de notícias negativas favorece o surgimento de ansiedade, estresse, pessimismo persistente e esgotamento mental. Essas alterações emocionais frequentemente se estendem também para o sono, provocando insônia ou sono não restaurador.

Alterações do sono e fadiga

A exposição a conteúdos alarmantes antes de dormir interfere na qualidade do repouso, tornando difícil adormecer ou mantendo a pessoa acordada durante a noite. O ciclo afeta ainda mais a fadiga acumulada no dia seguinte, gerando um padrão de sono deficitário.

Pessimismo e sofrimento emocional

A ingestão repetida de notícias alarmantes reforça uma visão negativa do mundo, reduzindo a esperança e aumentando a sensação de desamparo. Quando não controlado, esse padrão evolui para ansiedade clínica ou sofrimento emocional significativo.

Manifestações físicas

O doomscrolling não se limita à mente. O estresse provocado por notícias alarmantes desencadeia uma série de reações no corpo. Dor de cabeça, tensão muscular no pescoço e ombros, náuseas e aumento da pressão arterial são as mais comuns, resultado direto da ativação prolongada do sistema nervoso pelo conteúdo assustador.

Dor e problemas posturais

Manter-se na mesma posição enquanto rola a tela intensifica a tensão no pescoço e ombros, podendo levar a dores crônicas se o hábito persistir ao longo do tempo.

Alterações cardiovasculares

O aumento da pressão arterial decorre diretamente do estresse fisiológico desencadeado pelo conteúdo perturbador, representando um risco real para a saúde cardiovascular a longo prazo.

Impacto na vida social e profissional

O doomscrolling prejudica também a vida social e o desempenho profissional ou acadêmico. A pessoa que passa muito tempo no celular em busca de notícias negativas reduz seu tempo disponível para se dedicar a outras pessoas, provocando isolamento social. Essa fadiga mental afeta a capacidade de concentração e foco nos estudos e no trabalho, criando um ciclo de improdutividade.

Estratégias de controle do dispositivo

Ajustar o ambiente físico e as configurações do dispositivo são muito eficazes para evitar o doomscrolling, pois criam mecanismos que impedem a navegação automática e reduzem os gatilhos de estresse.

Gerenciar notificações

Desligar as notificações sonoras e visuais do telefone diminui significativamente o impulso de verificar o celular, quebrando o ciclo compulsivo que alimenta o comportamento.

Definir limites de tempo

Estabelecer limites diários para redes sociais, como de 20 a 25 minutos, duas vezes por dia, e programar um alarme para avisar quando o tempo acaba, ajuda a gerenciar o tempo. Além disso, definir horários fixos para verificar notícias, em vez de consultar o feed o tempo todo, reduz a compulsão.

Reconfigurar o feed de redes sociais

Mudar as configurações do algoritmo é essencial para diminuir a exposição a conteúdos negativos. Usar recursos como “não tenho interesse”, “bloquear” ou “deixar de seguir” reduz a visualização de notícias alarmantes e reforça recomendações de conteúdos positivos. Buscar notícias diretamente em sites confiáveis, em vez de depender dos feeds automáticos, também é uma estratégia eficaz.

Mudança de hábitos e atividades alternativas

Substituir o tempo de tela por atividades significativas é uma forma comprovada de evitar o doomscrolling. Leitura, voluntariado, aulas de dança e atividades ao ar livre ocupam a mente e reduzem o tempo disponível para navegação compulsiva. Praticar exercícios físicos e ter contato com a natureza alivia o estresse, acalma a mente e reduz naturalmente o tempo que a pessoa passa em dispositivos eletrônicos.

Quando procurar ajuda profissional

Se você encontra dificuldade em controlar o doomscrolling sozinho, ou se esse hábito está afetando seu bem-estar e causando ansiedade e sofrimento emocional significativo, é aconselhado procurar ajuda profissional. Um médico ou psicólogo pode avaliar as causas do comportamento compulsivo e trabalhar estratégias de regulação emocional adaptadas à sua situação específica.

Fonte: Tua Saúde

Perguntas frequentes

O que é doomscrolling e como ele afeta a saúde?

Doomscrolling é rolar compulsivamente a tela para consumir conteúdos negativos. Afeta a saúde mental causando ansiedade, estresse e alterações no sono, e afeta a saúde física com dor de cabeça, tensão no pescoço, náuseas e aumento da pressão arterial.

Quais são as estratégias mais eficazes para evitar o doomscrolling?

Desligar notificações, estabelecer limites de tempo de 20 a 25 minutos duas vezes por dia, reconfigurar o feed das redes sociais usando recursos como "não tenho interesse" ou "bloquear", buscar notícias em sites confiáveis e substituir o tempo de tela por atividades como exercícios físicos e contato com a natureza.

Quando devo procurar ajuda profissional para o doomscrolling?

Se você não conseguir controlar o doomscrolling sozinho ou se ele estiver causando ansiedade e sofrimento emocional significativo, é recomendado consultar um médico ou psicólogo que possa avaliar as causas do comportamento e trabalhar estratégias de regulação emocional.

Written by
Renata Bacelar

Renata Bacelar cobre jejum intermitente e alimentação funcional, com pesquisa própria sobre os efeitos metabólicos das janelas de jejum. Testa cada protocolo antes de recomendar aos leitores.