Carregando...

Parestesia: entenda o formigamento e dormência no corpo

Em resumo

  • Parestesia é uma sensação de formigamento, dormência ou queimação que pode ser passageira ou indicar um problema de saúde mais sério.
  • As causas variam desde compressão de nervos e diabetes até deficiência de vitaminas e doenças neurológicas.
  • O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames como análise de sangue, eletroneuromiografia e ressonância magnética.
  • O tratamento depende da causa identificada, e a parestesia pode ser aliviada ou curada quando o problema é tratável.

Parestesia é uma sensação desconfortável que afeta a pele e o sistema nervoso. Segundo Tua Saúde, ela pode ser passageira quando a causa é temporária, como dormir sobre um braço, ou indicar problemas de saúde que necessitam de acompanhamento médico.

Distinguir parestesia de outras condições é importante para o diagnóstico correto. A parestesia diferencia-se da paresia: enquanto a primeira se refere a sensações anormais na pele como formigamento, dormência e agulhadas, a paresia é a diminuição da força muscular que impede movimentos normais. Compreender essa diferença ajuda a descrever os sintomas ao médico com mais precisão.

Sintomas que caracterizam a parestesia

Os sintomas da parestesia incluem formigamento, dormência ou queimação, que geralmente afetam mãos, pés, rosto e pernas, podendo variar em intensidade. A manifestação mais comum é o formigamento em determinada região, seguida por dormência que reduz a sensibilidade da pele afetada. Algumas pessoas também relatam uma sensação parecida com agulhadas. Além das sensações na pele, a parestesia também pode causar alterações momentâneas na movimentação ou na coordenação da região afetada, que podem aparecer e desaparecer, especialmente quando a causa é temporária.

A intensidade varia: alguns casos são leves e quase imperceptíveis, enquanto outros interferem nas atividades diárias. O formigamento pode ser contínuo ou intermitente, e a dormência pode impedir que a pessoa sinta texturas, temperaturas ou até mesmo pressão. Quando os sintomas são persistentes ou surgem acompanhados de outros sinais, requerem investigação médica.

Causas que provocam parestesia

A parestesia possui múltiplas causas, e identificar qual delas está gerando o problema é essencial para o tratamento adequado.

Problemas circulatórios

Alterações na circulação sanguínea reduzem temporariamente o fluxo de sangue em algumas regiões do corpo. Quando a irrigação diminui, os nervos sensoriais deixam de receber os nutrientes necessários, provocando a sensação de formigamento ou dormência. Essa situação é comum ao cruzar as pernas ou ao dormir em uma posição que comprime um membro.

Compressão de nervos

Um nervo comprimido é uma das causas mais frequentes de parestesia. A hérnia de disco, que ocorre quando o disco intervertebral sai do lugar, pode pressionar os nervos próximos e gerar formigamento nas pernas, pés ou nas costas. A síndrome do túnel do carpo, onde o nervo mediano fica comprimido no pulso, causa dormência e formigamento nas mãos e dedos. Outras situações que comprimem nervos incluem tumores, cicatrizes e inflamações.

Fatores emocionais

Ansiedade e estresse provocam formigamento nas mãos, nos pés e ao redor da boca. Essas respostas emocionais ativam o sistema nervoso simpático, alterando a circulação e a condução neural. O formigamento geralmente desaparece quando a pessoa se acalma, mas em casos de ansiedade crônica, os sintomas podem ser recorrentes.

Deficiência de vitaminas

Vitamina B12 é crucial para o funcionamento dos nervos. Sua deficiência prejudica a formação da bainha de mielina que envolve as fibras nervosas, resultando em formigamento e dormência. Outras deficiências nutricionais, como de vitamina B1 e B6, também contribuem para a parestesia.

Diabetes

A diabetes causa danos aos nervos periféricos quando os níveis de glicose no sangue se mantêm elevados. Esse dano, chamado neuropatia diabética, provoca parestesia principalmente nos pés e nas pernas, evoluindo para dormência em casos não controlados.

Doenças neurológicas

Esclerose múltipla, enxaqueca, epilepsia e outras condições neurológicas podem gerar parestesia como sintoma. O acidente vascular cerebral (AVC) também causa parestesia, especialmente quando há alterações súbitas na sensibilidade de um lado do corpo.

Outros fatores

O consumo excessivo de álcool danifica os nervos periféricos e provoca parestesia. Alguns medicamentos apresentam parestesia como efeito colateral, causando formigamento ou dormência indesejados.

Diagnóstico da parestesia

O diagnóstico é realizado por neurologista, clínico geral ou ortopedista através de avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico específico.

Avaliação clínica inicial

O médico verifica a sensibilidade na região afetada, avalia a força muscular e testa os reflexos. Essa avaliação inicial fornece pistas sobre qual nervo ou sistema está comprometido. O profissional também investiga o início dos sintomas, se são contínuos ou intermitentes, e se relacionam a algum evento ou atividade específica.

Exames diagnósticos

Quando a avaliação clínica indica necessidade, o médico solicita exames de sangue para avaliar vitaminas e minerais. A eletroneuromiografia verifica o funcionamento dos nervos e músculos, mostrando se há dano neural e em que extensão. Exames de imagem, como ressonância magnética, identificam compressões nervosas, hérnias de disco e outras alterações estruturais. Eletroencefalograma, testes para doenças genéticas e biópsia de nervos também podem ser necessários dependendo da suspeita clínica.

Tratamento depende da causa

A abordagem terapêutica varia conforme a origem do problema.

Quando a parestesia é causada pela compressão de um nervo, o tratamento inclui mudanças de postura, fisioterapia e medicamentos para aliviar a dor. Para hérnia de disco, a fisioterapia, medicamentos e cirurgia em casos graves são indicados por ortopedista ou neurocirurgião. A síndrome do túnel do carpo responde a órteses para o punho, medicamentos, e cirurgia nos casos mais graves, geralmente acompanhado por ortopedista especializado em mãos.

Problemas de circulação sanguínea são tratados por angiologista ou cirurgião vascular com medicamentos como anticoagulantes ou vasodilatadores, além de mudanças de hábitos como praticar atividade física regularmente e evitar permanecer muito tempo na mesma posição.

Deficiência de vitamina B12 requer suplementação oral ou injetável, conforme a necessidade. O tratamento também envolve ajustes na alimentação para restabelecer os níveis normais.

A parestesia relacionada à diabetes exige controle dos níveis de glicose no sangue para evitar agravamento dos danos aos nervos. O endocrinologista orienta o tratamento e pode indicar medicamentos para aliviar a dor neuropática.

Quando a parestesia ocorre durante episódios de ansiedade ou estresse, a psicoterapia e técnicas de relaxamento, sob orientação de psicólogo, ajudam. O psiquiatra pode indicar medicamentos para controlar a ansiedade quando necessário.

Em doenças neurológicas, o neurologista avalia a condição e indica a abordagem adequada. Na esclerose múltipla, medicamentos controlam a doença e aliviam os sintomas. Na epilepsia, medicamentos anticonvulsivantes controlam as crises.

Parestesia tem cura?

A resposta depende da causa. De acordo com Tua Saúde, a parestesia pode ser curada ou aliviada quando existe uma doença tratável, como deficiências nutricionais ou compressão de nervos. Após corrigir a deficiência ou liberar o nervo comprimido, os sintomas tendem a desaparecer gradualmente.

No entanto, quando causada por doenças genéticas, a cura da parestesia pode ser difícil apesar dos tratamentos indicados pelo médico. Nesses casos, o objetivo passa a ser o manejo dos sintomas e a prevenção de progressão.

Fonte: Tua Saúde

Perguntas frequentes

O que é parestesia e como ela se manifesta?

Parestesia é uma sensação anormal na pele, como formigamento, dormência ou queimação que pode afetar o rosto, mãos, pés, braços e pernas. É diferente da paresia, que é a diminuição da força muscular.

Quando devo procurar um médico por parestesia?

Consulte um neurologista, clínico geral ou ortopedista quando a parestesia persiste, surge acompanhada de outros sintomas ou causa alterações na movimentação e coordenação.

Parestesia tem cura?

A parestesia pode ser curada ou aliviada quando causada por condições tratáveis como deficiência nutricional ou compressão de nervos. Quando relacionada a doenças genéticas, a cura pode ser mais difícil.

Written by
Thiago Valadares

Thiago Valadares é personal trainer e entusiasta de nutrição esportiva, com foco em receitas fitness e meal prep para quem treina pesado. Escreve sobre como aliar praticidade e macronutrientes sem cair em modismos.