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Prótese de quadril: quando indicar, tipos e como funciona a recuperação

Em resumo

  • A prótese de quadril é indicada quando artrose avançada, osteonecrose ou fraturas danificam a articulação e prejudicam as atividades diárias.
  • Existem três tipos de fixação: cimentada (para osso fraco), não cimentada (quando o osso permite crescimento sobre o implante) e híbrida (combinando os dois).
  • A cirurgia leva de uma a duas horas, e a recuperação completa pode levar de seis meses a um ano, com fisioterapia começando no primeiro dia pós-operatório.
  • Sinais como febre, secreção na cicatriz, falta de ar ou dor no peito exigem avaliação médica ou atendimento de emergência.

A prótese de quadril é um procedimento cirúrgico que substitui partes danificadas da articulação por componentes artificiais. É indicada quando a dor e a limitação de movimentos prejudicam as atividades do dia a dia e outros tratamentos não apresentam resultados suficientes. A decisão por operar leva em conta a causa do dano articular, a idade e as condições gerais de saúde de cada pessoa.

Quando a cirurgia é necessária

O ortopedista considera a prótese de quadril quando a articulação está muito danificada. Os casos mais comuns incluem artrose avançada, que desgasta a cartilagem e o osso da articulação; osteonecrose, quando o osso perde o suprimento de sangue; e certas fraturas que comprometem a estrutura do quadril.

A indicação cirúrgica não é automática. O médico avalia se a dor interfere nas atividades simples do dia a dia e se tratamentos conservadores — como fisioterapia, uso de medicamentos anti-inflamatórios e modificação de atividades — já foram tentados sem sucesso. Consulte um ortopedista se a dor no quadril está piorando ou limitando suas tarefas rotineiras.

Prótese de quadril: quando indicar, tipos e como funciona a recuperação

Tipos de prótese de quadril

Prótese total

A prótese total de quadril, conhecida também como artroplastia total de quadril, substitui a cabeça do fêmur e a superfície do acetábulo, que é a cavidade da bacia onde o fêmur se encaixa. Ela é geralmente indicada para casos de artrose avançada e outras doenças que comprometem toda a articulação.

Prótese parcial

A prótese parcial de quadril, ou hemiartroplastia, substitui apenas a cabeça do fêmur, mantendo o acetábulo natural. É frequentemente indicada para tratar determinadas fraturas do colo do fêmur, particularmente em pessoas idosas.

Fixação da prótese ao osso

Além da diferença no que é substituído, as próteses variam conforme a forma como são fixadas ao osso. A prótese cimentada utiliza um cimento ósseo especial para prender seus componentes, oferecendo fixação imediata. É frequentemente indicada para pessoas com menor qualidade óssea.

A prótese não cimentada é fixada inicialmente por encaixe e permite que o osso cresça sobre a superfície do implante, contribuindo para sua fixação. É utilizada quando as condições do osso favorecem esse processo. A prótese híbrida combina os dois métodos, geralmente com a haste femoral cimentada e o componente acetabular não cimentado. A escolha depende da qualidade óssea e das condições de saúde de cada paciente.

Materiais utilizados na prótese

As próteses são fabricadas com diferentes materiais, que podem ser combinados no mesmo implante. O titânio é o principal componente da haste femoral e do componente que se fixa à bacia. Outros metais, como ligas de cobalto e cromo, podem ser usados em partes específicas da articulação.

A cerâmica compõe a cabeça do fêmur, enquanto o polietileno, um tipo de plástico resistente, reveste o interior do componente acetabular. A escolha dos materiais depende do tipo de prótese selecionado, das condições ósseas do paciente e de suas características individuais.

Como é realizada a cirurgia

A cirurgia de prótese de quadril é realizada pelo ortopedista e dura, em média, de uma a duas horas. O procedimento envolve a substituição das partes danificadas da articulação pelos componentes artificiais.

Após o procedimento, a pessoa permanece em observação no hospital, geralmente por um a três dias, dependendo de sua recuperação e condições de saúde. O médico avaliará o progresso antes de liberar a alta.

Recuperação e reabilitação

Fisioterapia no pós-operatório

A fisioterapia após a cirurgia é fundamental para recuperar os movimentos da articulação, fortalecer os músculos, melhorar o equilíbrio e voltar a caminhar com segurança. Os exercícios começam no primeiro dia após a cirurgia, ainda no hospital, e incluem movimentos dos tornozelos, contração dos músculos das coxas e nádegas, e flexão suave do joelho, conforme orientação do fisioterapeuta.

Conforme a recuperação avança, os exercícios podem incluir levantar e sentar em uma cadeira, ficar em pé com apoio, caminhar por distâncias maiores, subir e descer degraus, e realizar movimentos para fortalecer os músculos do quadril e das pernas. A dificuldade aumenta gradualmente, de acordo com a dor, a mobilidade e a capacidade de realizar os movimentos com segurança.

O acompanhamento geralmente ocorre por cerca de seis a doze semanas, podendo ser prolongado quando há maior dificuldade para caminhar, perda de força ou outras necessidades de reabilitação. Os exercícios devem ser individualizados pelo fisioterapeuta, pois alguns movimentos precisam ser evitados temporariamente, dependendo da técnica cirúrgica e do tipo de prótese utilizada.

Cuidados nas primeiras semanas

No início, pode ser necessário usar muletas ou andador para caminhar com segurança e reduzir o risco de quedas. O tempo de uso depende da evolução da recuperação, da fixação da prótese e da orientação do ortopedista.

Nas primeiras semanas, pode ser necessário evitar cruzar as pernas, dobrar muito o quadril ou girar a perna operada para dentro ou para fora. Essas precauções variam conforme a técnica cirúrgica e devem seguir as orientações do ortopedista e do fisioterapeuta.

Retirar tapetes soltos, manter os caminhos livres e instalar barras de apoio no banheiro ajudam a prevenir quedas. Também pode ser útil utilizar uma cadeira mais alta, um banco para o banho e um assento sanitário elevado, conforme a necessidade.

Retorno às atividades

A incisão cirúrgica deve ser mantida limpa e seca, seguindo as orientações do médico sobre curativos e banho. Vermelhidão crescente, secreção, febre ou dor que piora devem ser avaliadas, pois podem indicar complicações.

Caminhadas e outras atividades devem ser retomadas aos poucos, conforme a recuperação e a liberação médica. Dirigir, realizar tarefas domésticas e exercícios físicos mais intensos exigem avaliação individual, pois o retorno depende da mobilidade, da força e da segurança para realizar cada atividade.

A recuperação funcional ocorre ao longo de semanas a meses. A recuperação completa pode levar de seis meses a um ano, variando de pessoa para pessoa.

Possíveis complicações

A cirurgia de prótese de quadril é geralmente segura, mas pode causar complicações como infecção da ferida, trombose (formação de coágulos), luxação da prótese ou afrouxamento dos componentes ao longo do tempo.

Em caso de febre, secreção na cicatriz ou dor que piora, procure avaliação médica. Falta de ar ou dor no peito exigem atendimento de emergência imediato, pois podem indicar complicações graves como embolia pulmonar.

Fonte: Tua Saúde

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva a cirurgia de prótese de quadril?

A cirurgia de prótese de quadril dura, em média, de uma a duas horas. Após o procedimento, a pessoa permanece em observação no hospital por um a três dias, dependendo da recuperação.

Qual é a diferença entre prótese total e parcial?

A prótese total substitui a cabeça do fêmur e a superfície do acetábulo, sendo indicada para artrose avançada. A prótese parcial substitui apenas a cabeça do fêmur, mantendo o acetábulo natural, e é frequentemente usada em fraturas do colo do fêmur em idosos.

Quanto tempo leva a recuperação completa após a cirurgia?

A recuperação funcional ocorre ao longo de semanas a meses. A recuperação completa pode levar de seis meses a um ano, variando de pessoa para pessoa. O acompanhamento com fisioterapia geralmente ocorre por seis a doze semanas.

Written by
Mariana Kfouri

Mariana Kfouri é nutricionista clínica especializada em dietas low-carb e cetogênica, com mais de dez anos de consultório ajudando pacientes a emagrecer sem abrir mão do sabor. Acredita que reeducação alimentar começa na cozinha, não na balança.