Em resumo
- A menopausa ocorre entre os 45 e 51 anos em média, precedida pela perimenopausa, período em que a menstruação fica irregular.
- Os 13 principais sintomas incluem ondas de calor, suores noturnos, alterações de humor, secura vaginal, incontinência urinária, memória fraca e mudanças na pele e cabelo.
- O diagnóstico requer 12 meses sem menstruação e pode ser confirmado com exame de sangue medindo FSH, estrógeno e progesterona.
- Terapia de reposição hormonal, alimentação saudável e exercício regular aliviam os sintomas e melhoram a qualidade de vida.
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher marcada pela diminuição progressiva dos níveis de estrógeno produzido pelos ovários. Esse processo hormonal gera uma série de alterações no corpo e acontece geralmente entre os 45 e 51 anos, embora possa ocorrer antes ou depois dessa faixa. Os sintomas tendem a aparecer de forma gradual alguns meses antes da mulher entrar efetivamente nessa fase, variando bastante em intensidade de uma pessoa para outra.
Os primeiros sinais: menstruação irregular e perimenopausa
Um dos primeiros indicadores de que a menopausa está se aproximando é a alteração no padrão menstrual. A menstruação pode vir com maior ou menor frequência, ser mais ou menos abundante, ou durar um número diferente de dias em relação ao padrão anterior da mulher.
O que é perimenopausa
Esse período de transição é chamado perimenopausa e representa a fase entre a vida reprodutiva e a não-reprodutiva. Pode durar alguns meses ou estender-se por vários anos. Durante a perimenopausa, ainda é possível engravidar, apesar da menstruação irregular, então mulheres que desejam evitar gravidez precisam continuar usando um método contraceptivo orientado por seu ginecologista.
Coágulos e alterações do fluxo
Durante o climatério (nome dado a todo o período de transição), é comum notar o aparecimento de coágulos na menstruação. Porém, se forem observados muitos coágulos, a mulher deve consultar o ginecologista, pois pode indicar alterações que precisam de tratamento adequado.
Ondas de calor e suores noturnos
Como são as ondas de calor
As ondas de calor costumam surgir subitamente, sem um motivo aparente, e geralmente atingem o rosto, pescoço ou tórax. Durante esses episódios, a pele fica avermelhada, a mulher sente suor e o coração bate mais rápido, com duração típica de 1 a 5 minutos. Elas podem começar ainda na perimenopausa, antes mesmo da menstruação ficar completamente irregular, e continuar por anos após a entrada na menopausa. Nem todas as mulheres experimentam esse sintoma.
Suores noturnos e impacto no sono
Os suores noturnos são ondas de calor que ocorrem durante o sono e podem ser tão intensos que interrompem o repouso. A intensidade varia bastante: algumas mulheres podem apresentar suor noturno antes de entrar na menopausa e continuar depois dela, enquanto outras nunca têm esse sintoma. Outras causas de suor noturno incluem estresse, ansiedade, diabetes ou temperatura inadequada do quarto.
Quando procurar o médico
Se a mulher apresenta ondas de calor mas não tem certeza se estão relacionadas à menopausa, deve consultar o ginecologista. Outras condições médicas, como hipertireoidismo e hipogonadismo, podem causar sintomas semelhantes e precisam de diagnóstico correto.
Alterações do sono, humor e cognição
A dificuldade para dormir, acordar durante a noite ou insônia podem surgir na menopausa, especialmente se a mulher não enfrentava esses problemas antes. O sono também pode se tornar menos reparador, deixando-a mais cansada ou irritada durante o dia.
Variações emocionais
As alterações de humor são comuns e incluem irritabilidade, ansiedade, cansaço excessivo e mau humor, às vezes provocando uma sensação de estar fora de controle. Essas mudanças ocorrem por causa das variações hormonais próprias da menopausa e podem aumentar o risco de desenvolver depressão. Se a mulher se sente deprimida ou apresenta alterações de humor frequentes por mais de duas ou três semanas, é importante consultar o ginecologista para confirmar se é menopausa ou se há outra causa que necessite tratamento mais adequado.
Névoa mental
A memória fraca, dificuldade de aprendizado, de recordar palavras ou de lembrar nomes e lugares são conhecidas como névoa mental. Ocorrem na menopausa porque os ovários deixam de produzir estrógeno, hormônio importante para concentração, aprendizado e memória. A mulher também pode ter problemas de organização ou planejamento durante essa fase. Outras causas de memória fraca incluem o envelhecimento natural e doenças como Alzheimer, então a avaliação médica é importante.
Sintomas vaginais, urinários e sexuais
Secura vaginal e desconforto
A secura vaginal ocorre em algumas mulheres devido à redução na produção de estrógeno, que afeta o revestimento do canal vaginal e diminui a produção do muco que mantém a vagina úmida. Isso pode causar dor ou desconforto durante relações sexuais, coceira dentro e ao redor da vagina, ou vontade frequente de urinar. A secura aumenta o risco de infecções como candidíase e cistite.
Incontinência urinária e infecções
A redução de estrógeno também afeta o revestimento da uretra, tornando-o mais fino, menos flexível e menos elástico. Isso pode ocasionar perda involuntária de urina. A mulher também pode ter infecções urinárias com maior frequência na menopausa. Sintomas como dor ou ardor ao urinar e febre baixa constante exigem consulta ao ginecologista.
Diminuição da libido
O desejo sexual pode diminuir durante a menopausa devido às alterações hormonais da fase, reduzindo o interesse pelo contato íntimo. Embora outras situações como estresse ou cansaço também possam diminuir a libido, a mudança hormonal é um fator significativo.
Alterações na pele, cabelo e peso
A pele tende a ficar mais seca, mais fina, mais flácida ou sem brilho durante a menopausa. Isso acontece porque o estrógeno é essencial para a produção de colágeno, que mantém a pele úmida, hidratada e firme. Os cabelos também sofrem alterações: ficam mais frágeis, finos e crescem mais lentamente. A mulher pode notar queda de cabelo mais intensa durante essa fase.
A menopausa frequentemente resulta em ganho de peso corporal porque há redução do metabolismo e da queima de calorias. A diminuição dos níveis de estrógeno faz com que a mulher ganhe peso mais facilmente, com acúmulo de gordura especialmente ao redor da cintura. Outras condições como hipotireoidismo também podem aumentar o peso, tornando a avaliação médica importante.
Como o médico diagnostica a menopausa
O ginecologista diagnostica a menopausa com base nos sintomas relatados pela mulher e na ausência de menstruação por 12 meses consecutivos. O médico pode solicitar um exame de sangue que verifica os níveis dos hormônios FSH, estrógeno e progesterona para confirmar que a mulher está na menopausa.
Tratamento e alívio dos sintomas
Quando a menopausa é confirmada, o médico pode indicar terapia de reposição hormonal combinada com mudanças no estilo de vida para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Uma alimentação saudável ajuda a reduzir sintomas e controlar o peso. Deve incluir frutas e vegetais frescos, grãos inteiros e evitar alimentos enlatados, embutidos e excesso de açúcar. Manter-se fisicamente ativo, gerenciar o estresse e garantir um ambiente apropriado para dormir também contribuem para aliviar os sintomas da menopausa.
É fundamental consultar o ginecologista ao apresentar possíveis sintomas de menopausa para uma avaliação adequada, confirmação do diagnóstico e, se necessário, início do tratamento mais apropriado para cada mulher.
Fonte: Tua Saúde
Perguntas frequentes
Em que idade a menopausa normalmente ocorre?
Geralmente entre os 45 e 51 anos, mas pode variar. O período anterior, chamado perimenopausa, pode começar alguns meses ou anos antes, quando a menstruação fica irregular e há maiores flutuações hormonais.
Como o ginecologista diagnostica a menopausa?
O médico diagnostica a menopausa quando há ausência de menstruação por 12 meses consecutivos. Um exame de sangue que mede os níveis de FSH, estrógeno e progesterona pode confirmar o diagnóstico.
Qual é o melhor tratamento para os sintomas?
A terapia de reposição hormonal indicada pelo ginecologista é uma opção. Além disso, alimentação saudável com frutas, vegetais e grãos inteiros, evitar alimentos processados e exercício regular ajudam a aliviar os sintomas.