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Síndrome do olho seco: sintomas, causas e como tratar

Em resumo

  • A síndrome do olho seco se manifesta com sensação de areia, coceira, vermelhidão e visão embaçada, resultado da diminuição ou evaporação rápida de lágrimas.
  • Envelhecimento, menopausa, diabetes, lentes de contato e doenças autoimunes estão entre as principais causas do olho seco.
  • O tratamento varia conforme a causa: lágrimas artificiais, compressas mornas e colírios anti-inflamatórios são as opções iniciais.

A síndrome do olho seco afeta a lubrificação natural dos olhos, causando desconforto e alterações visuais que variam de leves a graves. Os sintomas começam frequentemente com sensação de areia nos olhos, coceira intensa e vermelhidão, podendo evoluir para visão embaçada e dificuldade para manter os olhos abertos. Muitos pacientes relatam também olhos cansados, pálpebras pesadas, especialmente após leitura prolongada ou uso de computador, e lacrimejamento excessivo — um fenômeno paradoxal em que os olhos produzem lágrimas como resposta ao ressecamento, mas essas lágrimas não têm a composição adequada para manter os olhos lubrificados.

Causas do olho seco

O olho seco ocorre quando há diminuição na produção de lágrimas ou evaporação rápida delas. Diferentes condições podem desencadear esse desequilíbrio.

Envelhecimento

A síndrome do olho seco é mais comum após os 50 anos, quando a produção natural de lágrimas diminui ou a evaporação das lágrimas aumenta. Com a idade, ocorre também maior tendência à inflamação nos olhos.

Alterações hormonais na menopausa

Durante a menopausa, a redução de hormônios como estrogênio e testosterona afeta diretamente a produção e a estabilidade das lágrimas. Mulheres em reposição hormonal ou que usam anticoncepcionais também podem desenvolver olho seco, dependendo do tipo de hormônio utilizado.

Lentes de contato

O uso prolongado de lentes de contato dificulta a distribuição uniforme da lágrima sobre os olhos e facilita a evaporação. A solução passa por alternar com óculos e garantir limpeza correta com solução multiuso.

Diabetes

O aumento nos níveis de açúcar no sangue afeta tanto a produção quanto a qualidade das lágrimas que lubrificam os olhos. Um risco adicional: pessoas com diabetes podem não perceber o olho seco porque os nervos dos olhos podem estar danificados, o que aumenta o risco de lesões ou infecções sem aviso prévio.

Doenças autoimunes

Síndrome de Sjögren, artrite reumatoide e lúpus podem fazer o sistema imunológico atacar as glândulas produtoras de lágrimas, reduzindo significativamente a quantidade de lágrimas e causando olho seco crônico.

Deficiência de vitamina A

A vitamina A é essencial para a produção de lágrimas e manutenção da saúde ocular. Sua deficiência causa xeroftalmia, uma condição que inclui olho seco, dificuldade para enxergar e cegueira noturna.

Síndrome do olho seco: sintomas, causas e como tratar

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa com avaliação dos sintomas e histórico de saúde. O oftalmologista realiza exame dos olhos para identificar sinais de ressecamento e irritação na superfície ocular.

Para confirmar a síndrome, podem ser realizados exames específicos. O teste de Schirmer avalia a produção de lágrimas, enquanto o teste do tempo de ruptura do filme lacrimal verifica a estabilidade da camada de lágrimas que recobre os olhos. O médico também pode avaliar as pálpebras, as glândulas de Meibômio e a presença de alterações na córnea e conjuntiva.

Tratamento depende da causa

O oftalmologista orienta o tratamento conforme a causa específica identificada.

Medidas gerais para qualquer tipo

Lágrimas artificiais costumam ser recomendadas de 3 a 4 vezes por dia para aliviar a secura. Compressas mornas nas pálpebras, usando gaze por 5 minutos de 1 a 2 vezes ao dia, também trazem alívio. Quando há inflamação, o médico pode prescrever colírios anti-inflamatórios como ciclosporina ou lifitegraste.

Tratamento de causas específicas

Para mulheres na menopausa, além das lágrimas artificiais, suplementação de ômega-3 pode melhorar a qualidade das lágrimas e reduzir a evaporação rápida. Consultar o ginecologista é importante para avaliar se há necessidade de ajustes na terapia de reposição hormonal.

Quem usa lentes de contato deve diminuir o tempo de uso, alternando com óculos, e manter limpeza correta com solução multiuso. O oftalmologista pode indicar lentes específicas para olho seco que permitem maior lubrificação.

Para pacientes com diabetes, modificações ambientais têm papel importante: diminuir tempo de exposição a ventilador, ar-condicionado ou telas de computador e celular. Um umidificador de ambiente também pode ajudar. Se houver inflamação dos olhos, o médico pode prescrever colírio anti-inflamatório como nepafenaco. O acompanhamento com endocrinologista para controle dos níveis de açúcar no sangue é essencial, além de orientação nutricional para alimentação equilibrada e rica em fibras.

Para doenças autoimunes, consultar o reumatologista ou imunologista é crucial. Eles fazem o controle da doença autoimune com medicação imunossupressora, o que ajuda a melhorar o olho seco. Além disso, lágrimas artificiais e umidificador de ambiente trazem alívio. Se houver inflamação, colírios com ciclosporina podem ser indicados.

Na deficiência de vitamina A, aumentar o consumo de alimentos ricos nela, como fígado, lacticínios e ovos, é o primeiro passo, conforme orientação do nutricionista. Em casos mais graves, o médico pode indicar suplementos de vitamina A via comprimidos, gotas orais ou injeções, como Arovit. O oftalmologista pode prescrever lágrimas artificiais e colírios ou pomadas oftálmicas com antibióticos durante o tratamento para eliminar possíveis infecções.

Quando a cirurgia é necessária

Em casos mais graves, o médico pode indicar cirurgia para bloquear o canal por onde as lágrimas escorrem, fazendo com que permaneçam mais tempo no olho.

Complicações e possibilidade de cura

Na maioria dos casos, olho seco não causa cegueira e pode ser controlado com tratamento adequado. Quando é intenso e permanece sem tratamento, porém, o ressecamento pode provocar lesões na córnea, aumentando o risco de inflamação, infecções e alterações na visão.

A possibilidade de cura depende da causa. Se os sintomas são provocados por uma condição específica tratável, podem desaparecer após resolver a causa. Quando está relacionado ao envelhecimento ou a alterações crônicas, pode ser necessário manter cuidados e tratamento por mais tempo para controlar os sintomas.

Prevenção e cuidados do dia a dia

Algumas atitudes simples ajudam a evitar ou aliviar os sintomas. Fazer pausas durante uso prolongado de computador, celular ou tablet reduz o cansaço ocular. Piscar com frequência durante o uso de telas também mantém os olhos melhor lubrificados. Evitar ambientes com vento, fumaça ou ar-condicionado direcionado para os olhos protege a camada lacrimal. Usar óculos de sol em ambientes externos protege os olhos do vento e da exposição solar.

Manter a higiene das pálpebras e dos cílios, quando recomendado pelo oftalmologista, também é importante. Evitar o uso de colírios por conta própria é essencial, especialmente aqueles que reduzem a vermelhidão — seu uso frequente pode piorar o problema ao invés de melhorar.

Fonte: Tua Saúde

Perguntas frequentes

Olho seco tem cura?

A possibilidade de cura depende da causa. Se os sintomas são provocados por uma condição específica tratável, podem desaparecer após resolver a causa. Quando está relacionado ao envelhecimento ou a alterações crônicas, pode ser necessário manter cuidados e tratamento contínuo para controlar os sintomas.

Quais são os principais sintomas de olho seco?

Os principais sintomas incluem sensação de areia nos olhos, coceira intensa, vermelhidão, visão embaçada, olhos cansados, pálpebras pesadas e dificuldade para manter os olhos abertos, especialmente após períodos prolongados de uso de telas.

O olho seco pode causar cegueira?

Na maioria dos casos, olho seco não causa cegueira e pode ser controlado com tratamento adequado. Porém, quando é intenso e permanece sem tratamento, o ressecamento pode provocar lesões na córnea e aumentar o risco de inflamação, infecções e alterações na visão.

Written by
Felipe Organista

Felipe Organista escreve sobre alimentação vegana e vegetariana, com receitas testadas em sua própria transição para o prato à base de plantas. Defende que dieta restritiva não precisa ser sinônimo de comida sem graça.