Carregando...

Tratamento do enfisema pulmonar: medicamentos, exercícios e cirurgias

Em resumo

  • O tratamento combina medicamentos como broncodilatadores e corticoides inalatórios, exercícios respiratórios e mudanças na alimentação e nos hábitos de vida.
  • Parar de fumar é a medida mais importante no controle do enfisema, e medicamentos podem ajudar no processo de cessação do tabagismo.
  • Nos casos graves, o uso de oxigênio suplementar, cirurgias de redução do volume pulmonar ou transplante de pulmão podem ser necessários.
  • O enfisema não tem cura, mas o tratamento adequado reduz significativamente a falta de ar, tosse e dor no peito em dias ou semanas.

O tratamento do enfisema pulmonar combina medicamentos, mudanças nos hábitos de vida e, em casos mais graves, intervenções cirúrgicas. O objetivo é expandir as vias aéreas, melhorar a capacidade respiratória e impedir a progressão da doença. Um pneumologista deve indicar o tipo de tratamento conforme a gravidade dos sintomas e o estágio da condição.

Parar de fumar é a medida mais importante no controle da doença. Fumaça ambiental, poluição industrial e smog também aceleram o enfisema, por isso afastar-se dessas exposições também faz parte do plano de cuidados. Medicamentos que reduzem o consumo de tabaco estão disponíveis e podem ser incluídos no tratamento para ajudar a cessação do fumo.

Medicamentos para expandir as vias aéreas

Broncodilatadores

Os broncodilatadores são o primeiro recurso medicamentoso, costumam vir em bombinhas inalatórias e atuam relaxando os músculos ao redor das vias aéreas. Muitas apresentam uma combinação que inclui corticoides na mesma dose, facilitando o uso e reduzindo o número de aplicações. Exemplos comerciais incluem Seretide e Alenia.

Corticoides inalatórios

Os corticoides inalatórios, quando usados continuamente junto com broncodilatadores, diminuem a piora da função pulmonar e reduzem complicações. Devem ser aplicados 2 vezes ao dia, conforme indicação do pneumologista. Um cuidado importante é enxaguar a boca após cada uso para diminuir o risco de candidíase oral, uma infecção fúngica que pode aparecer quando esses medicamentos entram em contato com a mucosa bucal sem higiene adequada.

Os corticoides em comprimido não são recomendados para uso contínuo porque causam efeitos colaterais e trazem poucos benefícios. Podem ser usados durante crises agudas da doença associadas a infecção respiratória.

Outros medicamentos

A N-acetil-cisteína é prescrita em muitos casos devido às suas propriedades para reduzir muco e agir como antioxidante. Antibióticos podem ser necessários quando infecções bacterianas acometem as vias aéreas, situação que não é rara em pessoas com enfisema.

Tratamento do enfisema pulmonar: medicamentos, exercícios e cirurgias

Reabilitação e exercícios respiratórios

Fortalecimento muscular e capacidade respiratória

A reabilitação pulmonar é um programa de fisioterapia que inclui exercícios para fortalecer os músculos do tórax, expandir os pulmões, alongar a musculatura respiratória e ensinar posturas e técnicas de respiração corretas. Esse acompanhamento profissional reduz os sintomas e melhora a capacidade de executar atividades do dia a dia.

Caminhadas acompanhadas por profissional, conforme recomendação médica, também melhoram o condicionamento físico, aumentam a capacidade respiratória e diminuem sensações de cansaço.

Exercício de freno labial para casa

Um exercício simples que pode ser praticado em casa, de preferência após orientação do fisioterapeuta, é o freno labial. A técnica consiste em inspirar profundamente e depois soltar o ar pela boca com os dentes ligeiramente afastados e os lábios semicerrados, deixando-os vibrar com o fluxo de ar que sai. Esse movimento fortalece os músculos que trabalham na expiração e permite que os pulmões se esvaziem mais completamente, facilitando maior entrada de oxigênio no próximo ciclo respiratório.

Alimentação e nutrição

A escolha dos alimentos influencia na demanda de oxigênio do corpo. Carboidratos, gorduras e proteínas consomem oxigênio e liberam dióxido de carbono durante o metabolismo. Como pessoas com enfisema já têm trocas gasosas prejudicadas nos pulmões, a alimentação pode facilitar ou dificultar esse processo.

Carboidratos simples, particularmente açúcares, são os nutrientes que mais consomem oxigênio e liberam dióxido de carbono. Reduzir o consumo de biscoitos, balas, bolos, doces e outros produtos com açúcar simples alivia essa sobrecarga metabólica. Alimentos ricos em fibras e gorduras saudáveis consomem menos oxigênio durante o metabolismo, como abacate, salmão, atum, sardinha e azeite.

Um nutricionista pode elaborar um plano alimentar personalizado que considere as necessidades específicas de cada pessoa e adapte as escolhas alimentares à condição pulmonar.

Oxigênio suplementar e prevenção de infecções

Nos casos mais graves, quando os pulmões não conseguem oxigenar adequadamente o corpo, o uso de cateter nasal de oxigênio torna-se necessário. Esse dispositivo pode ser usado durante algumas horas diárias ou continuamente, sempre conforme indicação do pneumologista.

Pessoas com enfisema têm risco maior de adquirir infecções respiratórias, que tendem a ser mais graves nessa população. Vacina contra influenza deve ser recebida anualmente, assim como a vacina contra pneumococo, para prevenir pneumonia. Essas medidas evitam não apenas as infecções em si, mas também a piora do enfisema que costuma acompanhar esses episódios.

Intervenções cirúrgicas em casos graves

Em situações muito graves, quando o tratamento clínico não controla adequadamente os sintomas, a cirurgia para redução do volume pulmonar pode ser considerada. O procedimento remove as áreas mais afetadas do pulmão, permitindo que as regiões saudáveis se expandam melhor e funcionem de forma mais adequada. Essa cirurgia só é indicada em casos muito graves e quando a pessoa consegue tolerar o procedimento.

O transplante de pulmão também pode ser uma possibilidade em casos específicos, sempre conforme avaliação e indicação do pneumologista.

Resultados do tratamento e prognóstico

O enfisema pulmonar não tem cura, portanto os sintomas não desaparecem completamente. No entanto, quando o tratamento é realizado corretamente, reduz-se significativamente a falta de ar, a dor no peito e a tosse em dias ou semanas. As atividades que se tornaram muito cansativas, como caminhar, também ficam mais viáveis.

Sinais de piora ocorrem com mais frequência quando o tratamento não está sendo adequado ou quando a doença avança para estágios mais severos, situação mais comum quando o diagnóstico foi feito tardiamente. Procure o pronto-socorro ou volte ao pneumologista imediatamente se notar dificuldade extrema para respirar, dedos ou rosto com coloração azulada ou arroxeada, e chiado intenso ao respirar. Essas mudanças podem indicar complicações graves, como parada cardiorrespiratória.

Diagnóstico e acompanhamento médico

O pneumologista é o médico especializado em doenças pulmonares e deve coordenar todo o tratamento. Para diagnosticar enfisema, solicita exames como espirometria (que mede a função pulmonar), raio X de tórax e tomografia computadorizada. Com base nos sintomas apresentados e no grau de desenvolvimento da doença, o médico indica o plano terapêutico mais adequado.

Retornos periódicos ao pneumologista são essenciais para monitorar a progressão da doença, ajustar medicamentos e avaliar se as mudanças de estilo de vida estão sendo suficientes.

Fonte: Tua Saúde

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre broncodilatadores e corticoides inalatórios?

Os broncodilatadores relaxam os músculos das vias aéreas para facilitar a passagem de ar, enquanto os corticoides inalatórios reduzem a inflamação e são usados continuamente para diminuir a piora da função pulmonar. Muitos medicamentos combinam ambos em uma única dose, como Seretide e Alenia.

O enfisema pulmonar tem cura?

Não, o enfisema não tem cura. Porém, com o tratamento correto, os sintomas reduzem significativamente em dias ou semanas, incluindo falta de ar, dor no peito e tosse.

Quais são os sinais de alerta que exigem procurar pronto-socorro?

Procure pronto-socorro imediatamente se notar dificuldade extrema para respirar, coloração azulada ou arroxeada nos dedos ou rosto, e chiado intenso ao respirar, pois podem indicar complicações graves como parada cardiorrespiratória.

Written by
Thiago Valadares

Thiago Valadares é personal trainer e entusiasta de nutrição esportiva, com foco em receitas fitness e meal prep para quem treina pesado. Escreve sobre como aliar praticidade e macronutrientes sem cair em modismos.